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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo sobre o amor

Quero um amor feinho e errado.
O que? É isso mesmo!
Segundo Adélia e Clarisse: feinho e errado!
Amor feinho não tem ilusões
Só tem esperança
Sabe de tudo mas só se apega ao essencial
Ele planta flores em volta da casa
Come o que sobrou do almoço
E improvisa um final de semana sem dinheiro
Come, bebe, arruma e conserta como der
Ah! O amor feinho é o que há
Nada de amor perfeito...
Cuida apenas do que brilha nos olhos.
Já o amor errado, este é sério
Não tem certezas
Ele soma as incompreensões
Carinhos e romance o confundem apenas
Com isso pensa-se, então, que amar é fácil.
Amor verdadeiro é aquele
que não compreende, é errado!
Mas que paradoxo: tenho medo do que é novo.
E tenho medo de viver o que não entendo.
Preciso da garantia de,
pelo menos achar, que entendo.
Não sei viver na desorientação.
Mas sei que perder-me,
também é caminho.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MUDANÇA - CLARICE LISPECTOR

MUDANÇA 


Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Lágrimas e milagres - é da Zélia Duncan

Em caso de dor, ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo
Esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já este vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada milágrimas sai um milagre
Em caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa
Coma somente a cereja
Jogue para cima, faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra apenas, viva apenas
Sendo só fissura, ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena, reze um terço
Caia fora do contexto, invente seu endereço
A cada milágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Discurso em homenagem ao 9º ano - 2010 - Escola da Ilha

Senhoras Diretoras e Coordenadora Pedagógica,
Formandos,
Professores,
Parentes e amigos
O meu Boa Noite!
É com alegria renovada que mais uma vez compareço a frente desta comunidade escolar para deixar-lhes uma mensagem. Hoje, por ocasião da comemoração da conclusão de uma etapa importante por parte destes 18 alunos sinto-me honrada por ser sua representante durante o ano de 2010 e pela confiança em mim depositada. Como professora de História este fato tem significado especial para mim pois entendo então como um professor pode influenciar positivamente seus alunos e isso desde os tempos da Grécia Antiga. Além disso, compreendo o significado que a Escola tem sobre a vida de toda a humanidade contemporânea. Portanto recebo a incumbência de lhes falar nesta noite com muita gratidão.
Pensando a respeito deste momento e de sua importância para a vida pessoal e acadêmica dos 18 formandos da turma de 2010 sinto agora que o fim desta etapa está próximo, que hoje vocês enfrentam o último fechar de cortinas. Todos vocês viveram uma vida cheia, viajaram por várias estrada e cada um fez isso a sua maneira.
Carlos algumas dificuldades você enfrentou.
Marina muito amadureceu.
Lais venceu as barreiras que a convivência nos apresenta.
Ana Carolina apoiou a todos que buscaram sua ajuda.
 Maria Janice teve determinação e somou resultados.
Gustavo aprendeu mesmo sem perceber a importância dos valores e da experiência.
João Vitor superou os revezes que a vida lhe trouxe.
E Amanda se superou.
Vocês  fizeram o que tiveram que fazer e vejo  isto sem  nenhuma exceção.
Planejaram  cada passo do percurso , não é mesmo Isabella?
Cada palavra e ato, Bruna Peluzo, foram pensados de maneira a produzir os melhores resultados.
Oh, e mais, muito mais que isto, vocês tornaram-se sujeitos de sua própria história, a exemplo do João Paulo.
Houve tempos, tenho certeza que Rafael e Pedro se lembram. Quando vocês aprontaram mais do que nós podíamos suportar, vocês mantiveram a altivez e as suas convicções.
Vocês enfrentaram tudo e se mantiveram no alto – concorda Cecília?
E fizeram tudo isso de maneira única e irrepetível como fez o João Pedro - jamais será esquecido ou copiado.
Aila, vocês amaram, riram e choraram. Também tiveram suas faltas e perdas - e agora que as lágrimas cessaram vocês acham isso tudo muito divertido, não é mesmo  Paulo?
E posso dizer que nada foi feito de modo tímido pois tímidos vocês não são. Nem a Bruna Rezende!
Simplesmente fizeram do seu jeito.
Mas parte do mérito desta conquista vai hoje para os pais e irmãos que a tudo assistiram, ora encantados ora perplexos, depende a circunstância.
Foram as famílias que apoiaram e deram a vocês a referência e o investimento necessário para que hoje vocês estejam encerrando esta missão. Às famílias meu sincero agradecimento por apoiarem seus filhos a cada momento, incondicionalmente.
Desejo-lhes falar mais, exortar-lhes acerca do futuro e do mundo do qual já são parte, mas ainda iniciantes nesta caminhada. Mas não vou demorar muito mais.
Peço licença ao líder pacifista Martim Luther King para adaptar algumas de suas célebres frases a este contexto:
 Eu tenho um sonho. Que todos os meus alunos sejam julgados exclusivamente pelo seu conhecimento e sua personalidade e não pela marca de seu tênis, nem pelos zeros em seu contracheque.
Vocês não são o que gostariam de ser.
Não são o que ainda irão ser.
Mas, graças a Deus,
Não são mais quem vocês eram.
Novos desafios virão, muitas serão as dificuldades, mas a vitória é certa, é só persistir e trilhar o caminho... do seu jeito!
Pela honra de lhes representar durante este ano e poder me despedir hoje, o meu muito obrigado!

domingo, 5 de dezembro de 2010

My way - tema da homenagem aos formandos 2010

Queridos alunos do 9º ano hoje, 08/12, é o grande dia! Chegou o esperado momento da formatura. É com grata alegria que penso agora em vocês e no ano que passou. Sinto-me honrada por ter sido escolhida para ser a "professora representante" desta turma.
Sei que muitas foram as emoções. Muitas alegrias e tristezas. Mas agora, quando as lágrimas caem, só nos resta a saudade de dias que se foram. O vazio das amizades que passam por nós e as experiências que tivemos ou não. Tudo nos enriqueceu e nos capacitou para o futuro que nos aguarda.
Mas a certeza que fica é: fizemos, vivemos, amamos, sofremos, cada um, do seu jeito.
Então, nada de arrependimentos!
Felicidades a todos: Paulo, Aila, João Vitor, Ana Carolina, Laís, Pedro, Isabela, Marina, Carlos, João Paulo, Rafael, Bruna P., Cecília, Gustavo, Bruna R., Amanda, João Pedro e Maria Janice.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ser Chique, SEMPRE! da Gloria Kalil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas.
Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!

sábado, 27 de novembro de 2010

Histórias Medievais

Sabe aqueles filmes da Sessão da tarde que contam aventuras de heróis com suas espadas, mocinhas lacrimosas e castelos imponentes? Pois é são histórias baseadas numa conjuntura histórica específica:  Idade Média! Você mesmo já deve ter lido algo como A Bela Adormecida, Rapunzel, Cinderela, não é mesmo? E os quatro filmes do Shrek? Também são baseados na época da Idade Média (séc. V a XV)
Estas história todas se passam no cenário medieval. Tem um blog que eu indico que tem muitos contos e lendas medievais:
http://heroismedievais.blogspot.com/search/label/Fern%C3%A1n%20Antonl%C3%ADnez

Ai está um símbolo da Idade Média: o Castelo Medieval.
Quem já viu este filme? Também se passa no cenário medieval.
 
O filme "Perfume" também mostra um pouco desta época.
Talvez a imagem mais significativa, para meus alunos, seja esta. Um clássico Disney - inesquecível!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Usando o TuxPaint

Olá pessoal, produzi um pequeno vídeo que ensina a usar o software Tux Paint.
Ele é livre, ou seja, gratuito. É só fazer download - no superdownload rsrs.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dicas para prova - parte 4 (6º e 7º anos)

6º ano: 
1- Os romanos adoravam seus deuses através de cultos diante de altares domésticos. Parece muito com o costume cristão/católico de ter imagens de santos em casa. Podemos então perceber que muito da religião católica tem origem na religião romana antes do surgimento do cristianismo!


7º ano: 
A miséria e a riqueza andavam lado a lado na região das minas. No início da exploração do ouro os comerciantes vendiam qualquer um seus produtos em troca de ouro (8 onças - 1 onça = 3,5 gr de ouro). Muitas vezes faltam os produtos alimentícios então cães, gatos, ratos e insetos eram consumidos.

domingo, 21 de novembro de 2010

Exposição de Projetos! Foi demais!

Pessoal dia 20/11 aconteceu a Exposição de Projetos da Escola da Ilha! Foi um evento importante para toda a comunidade escolar pois lá foi possível ver, experimentar e conhecer toda a produção de conhecimentos de nossa escola. Sem falar nas apresentações de teatro e contação de histórias. Alguns alunos deram show a parte pois explicaram os trabalhos da turma com seriedade e conhecimento profundo! Parabéns a todos que se dedicaram e trabalharam para que isso fosse possível.
É claro que contamos com a ajuda, indispensável, de São Pedro (rsrssr) pois não caiu a esperada chuva que poderia ter destruído todo o esforço de um ano.
Em história o destaque foram as maquetes sobre os temas estudados. Apesar da dificuldade de produzí-las e, principalmente, guardá-las, elas são excelentes meios de aprender tanto para quem as faz como para quem as vê.
Veja um pouco deste momento!

Rafael - 9º ano - e eu. Ao lado as maquetes das Revoltas populares da República Velha

As Muralhas da China - Projeto Civilizações Antigas

Mayara (alto astral) eu e Gabriel (meu amigo)

Laís - 9º ano - meu Botão de Ouro!

Dicas para prova - Parte 2

8º ano:

1.   Quais foram as três guerras nas quais os estados germânicos se envolveram liderados por BIsmarck? Contra quem? Quem venceu? O que a "Alemanha" conquistou?

9º ano:

1- Paulo Maluf, Tancredo Neves, Dante de Oliveira, Figueiredo e Geisel fazem parte de um contexto histórico muito especial para o Brasil. Que contexto é este? Escreva um texto envolvendo estes nomes. Vai ajudar muito na prova!



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mineração - Power Point do 7º ano

É só clicar na imagem e você pode fazer o download da apresentação sobre o Ciclo do Ouro.
Fiquem atentos pois é basicamente o que cai na prova do dia 25/11.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Música

Ouçam uma música que escolhi para vocês...
Ela é muito significativa para mim...
Serve também para questionarmos o modelo educacional ainda em vigor no Brasil!
Aproveitem!


Política


Vamos aprender história?
Brasil: História e Cotidiano
História
Formas de governo no Brasil
Da colônia à República Democrática
Colônia, Império e República

Ao longo de mais de 500 anos de história o Brasil passou por vários tipos de e regimes de governo.
Tivemos 8 constituições e muitas emendas, Atos Institucionais, renúncia, impeachment, golpe etc.
Nosso passado foi bem tumultuado! Vamos conhecê-lo melhor começando pelo período colonial e
as Capitanias Hereditárias.


Ouça esta música que foi composta na época da Ditadura.
http://www.4shared.com/audio/8wdruV_U/geraldo_vandre_-_caminhando_e_.html



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Sociedade


Vamos aprender história?
Brasil: História e Cotidiano
História

Sociedade Brasileira
Como se organizou e organiza a sociedade brasileira
Modos de vida, de trabalho e sobrevivência no Brasil

A sociedade brasileira passou por muitas transformações. Desde sua formação até hoje vários processos já se manifestaram.
Percebemos algumas mudanças e algumas permanências. Este é o processo histórico: algumas coisas mudam, outras seguem como sempre foram.
É claro que algumas mudanças são muito claras: o fim da escravidão, por exemplo. Outras nem tanto: o preconceito contra pobres e
mulheres. Mas e a família como ficou nisso? Ah! A família se transformou profundamente! Vamos conhecer mais?

Observe que a imagem acima mostra a família colonial. Veja que o patriarca - pai e marido - vai sempre a frente do restante dos membros da família.


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Economia


Vamos aprender história?
Brasil: História e Cotidiano

História

Economia brasileira
Quais produtos marcaram nossa economia
ao longo de mais de 500 anos de História?
Pau-brasil, Cana-de-açúcar, Ouro, Café, Borracha,
Cacau, Soja, Petróleo etc

Durante o período colonial a economia brasileira era completamente controlada por Portugal - a Matrópole.
Para isso, Portugal criou o Pacto Colonial que funcionava da seguinte maneira:
Todos os produtos tropicais eram vendidos para Portugal.
Todos os produtos que os brasileiros precisassem viriam de Portugal.
Além disso, Portugal proibiu no Brasil a instalação de qualquer manufatura.



Esta imagem nos mostra o Pau-brasil: a primeira riqueza extraída da colônia. Mas esta
riqueza não fixava o colonizador à terra brasileira. Foi preciso um outro produto para que a colonização
se desse de fato.


Agora sim! Com a cana-de-açúcar houve colonização de fato. Isso impedia que o ataque de piratas fosse vitorioso.
A cana-de-açúcar foi responsável por enriquecer Portugal e pela ocupação sistemática da costa brasileira.



O ouro foi descoberto no final do séc. XVII. Foi no interior do território - a região das minas!
Assim, junto com a extração do ouro, nasceu também a sociedade mineradora e o mercado interno brasileiro.
Na região das minas foi possível surgir uma classe média livre. Que não era nem composta por
grandes senhores mineradores, nem por escravos.


E surgiu o rei café! Vindo do mundo árabe, chegou nas Guianas, desceu até o Maranhão. Mas se identificou com as terras de São Paulo.
Lá se instalou, cresceu, deu frutos e se tornou responsável por 70% de todas as exportações brasileiras
no período imperial.



O reinado da borracha começou e acabou no período republicano. A extração do látex das seringueiras
trouxe riqueza para a região norte do Brasil. Mas não durou muito. Ladrões roubaram as sementes da seringueira
e, levando para a Ásia, conseguiram plantar e produzir a borracha a um custo mais baixo. Assim,
o Brasil perdeu espaço no mercado externo.



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Periodização


Vamos aprender história?
Brasil: História e Cotidiano
História

Periodização da História do Brasil
Como se divide a História do Brasil?
Período Colonial (1500-1822), Período Imperial (1822-1889)
e Período Republicano (1889-até hoje)
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Introdução

Vamos aprender história?

História
Introdução à História do Brasil


O que este site propõe.


Aprender mais sobre nosso passado para interagirmos melhor no presente!

É árdua a luta hoje de historiadores realmente comprometidos com a ruptura da História Factua e dita "Oficial" contra o sistema de dominação que reina na produção do conhecimento histórico onde o homem fazendo a História, construindo em sociedades as próprias contradições desta, suas necessidades individuais e coletivas, o cotidiano, enfim, a responsabilidade de todos construirmos História é sempre apagada para dar lugar a grandes heróis que reinam, libertam, proclamam e rezam pela nossa salvação acabando por escrever a história do mundo e de todos os homens "aqui na terra como no céu". Surge, então a pergunta: "Por que a história é assim e não de outro jeito?"... É simples: numa sociedade de classes comoa que vivemos hoje, quem domina os meios de produção (ferramentas, terra, matéria-prima, etc), tem dinheiro (poder econômico), esse dinheiro controla o estado (poder político), e tal poder de influência no estado dá a quem domina os meios de produção, a disposição de controlar e produzir idéias para que o restante da sociedade dobre a sua "verdade histórica" utilizando, para tanto, os principais meios ds comunicação de massa (jornais, TVs, rádios e até mesmonas escolas, onde se aprende desde cedo "quem canta de galo e sabe de tudo na sala de aula"). Portanto, a classe dominante dos meios de produção, é também mantedora do poder ideológico. No decorrer do processo histórico, as contradições existentes nesse domínio dos meios de produção suscitaram idéias vindas de elementos que não usufruíam dos meios de produção e pelo fato de não enxergarem (nem se contentarem) a sociedade pela ótica das classes poderosas (dominantes), buscaram explicar do ponto de vista dos dominados (lógico que de forma crítica utilizando-se de métodos de estudo histórico-científico) como aconteceu com Marx e Engels, filósofos sociais do século XVIII. Pode-se, então, distinguir a nível didático três níveis fundamentais de poder numa sociedade de classes: o econômico, o político e o ideológico, sendo, portanto, fundamental o estudo dos modos de produção (eixo característico das sociedades) sociais, que difere dos meios de produção; como se organizam os homens para a sua sobrevivência, como vivem os trabalhadores, como é mantida a ordem e, entre outras coisas, que ideologia legitíma o poder político de quem domina os modos e meios de produção. Quando tal trabalho for feito e conseguir-se analisar criticamente (numa perspectiva histórica) tais questões, conseguiremos juntamente perceber qual imensa é a miopia e mediocridade da História Oficial em não perceber (ou não querer) que todos os homens fazem história. Que você faz história!
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Músicas na Ditadura

Olá queridos alunos! Ouçam esta música que postei para vocês!
"Pra não dizer que não falei das flores" mas também conhecida por
"Caminhando e cantando". Foi composta pelo Geraldo Vandré.
Ela foi feita numa época da História do Brasil na qual não havia liberdade de expressão.
Observe que linda letra, que mensagem poderosa, que melodia...

http://www.4shared.com/audio/8wdruV_U/geraldo_vandre_-_caminhando_e_.html

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sistema de Saúde da Inglaterra

Olá pessoal, vi este vídeo e fiquei impressionada. Imagina se isto funcionasse no Brasil?
E se valesse também para a Educação?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Página na Internet

Queridos leitores, publiquei nesta semana minha primeira página na net. É uma introdução ao que está por vir. Passem por lá e depois façam comentários aqui no Blog. O conteúdo da página que criei é História do Brasil.
Segue o link:
http://aprenderhistoria.110mb.com/index.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Partido Liberal e Conservador - dica para o 8º ano

Olá queridos alunos do 8º ano! Vocês que acessaram o Blog terão a oportunidade de ganhar de presente uma dica importante para esta prova. Leiam abaixo as perguntas, peguem seus livros e estudem!


Estudamos os partidos liberal e conservador e sua influência na política brasileira. Busque em seu livro quais foram as ações de cada um deles. 
a- Qual partido liderou a Revolução Praieira?
b- Qual partido queria maior autonomia para as províncias?
c- Qual deles queria mais centralização do poder?
d- A Tarifa Alves Branco, que aumentava o imposto sobre os produtos ingleses, foi aprovada por qual partido?
e- Por que D. Pedro II criou o Ministério da Conciliação?
f- Entre liberais e conservadores havia diferenças importantes?
g- Qual partido apoiava o povo? Qual apoiava as elites?
h- Lembram desta charge? O que ela está criticando?

O Engenho Colonial - dica para o 7º ano

Olá alunos do 7º ano! Mais uma prova se aproxima e mais uma vez aqui vai uma dica. O objetivo nº 5 trata da vida nos engenhos coloniais. Veja a imagem abaixo e tente identificar nela tudo que havia num engenho do Brasil Colônia: plantação, casa grande, senzala, casa do engenho (onde era feita a produção do açúcar) etc.

Observe nesta imagem uma mostra da casa grande e ao lado uma senzala. Que diferença, hein!?

Agora observe que neste engenho tem uma capela, percebeu? Viu também a casa de engenho as margens do rio? Percebeu a fumaça saindo da chaminé? O que está sendo feito? Para que o moinho?

Bons estudos!

A prova se aproxima - Dicas para o 6º ano

A avaliação de História será dia 28/10. Os objetivos desta prova são: 1 ao 3. Ou seja, cairá na prova: Helenismo e Roma Antiga até o período da República.
ROMA ANTIGA
A CIVILIZAÇÃO ROMANA SE TORNOU MAIS PODEROSA E RICA ENTRE OS SÉCULOS 8 (VIII) ANTES DE CRISTO E O SÉCULO 5 (V) DEPOIS DE CRISTO. SUA PRINCIPAL RIQUEZA ERA A AGRICULTURA (PLANTAR, COLHER E CRIAR ANIMAIS).

LOCALIZAÇÃO- A CIVILIZAÇÃO ROMANA SURGIU NA PENÍNSULA ITÁLICA, AO SUL DA EUROPA E ERA BANHADA PELO MAR MEDITERRÂNEO. ESTA CIVILIZAÇÃO CRESCEU TANTO QUE DOMINOU PARTE DA EUROPA, ORIENTE MÉDIO E NORTE DA ÁFRICA.

POR QUE TEMOS QUE ESTUDAR ROMA ANTIGA? PORQUE OS ROMANOS TIVERAM GRANDE IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DAS SOCIEDADES – COMO A BRASILEIRA. SUA IMPORTÂNCIA ESTÁ NA NOSSA LÍNGUA, O PORTUGUÊS, QUE É “FILHA” DA LINGUA DOS ROMANOS – O LATIM E ESTÁ TAMBÉM NA ARQUITETURA, NO DIREITO, NAS ARTES E EM MUITAS COISAS MAIS.

COMO TUDO COMEÇOU? OS PESQUISADORES AFIRMAM QUE ROMA SURGIU NO ANO 753A.C. SUA HISTÓRIA É DIVIDIDA EM 3 PERÍODOS DE ACORDO COM O TIPO DE GOVERNO QUE LÁ EXISTIA:
  • MONARQUIA- QUEM GOVERNAVA ERA O REI;
  • REPÚBLICA- QUEM GOVERNAVA ERAM OS CONSULES AUXILIADOS PELO SENADO;
  • IMPÉRIO- QUEM GOVERNAVA ERA UM IMPERADOR COM PODER TOTAL.

DESDE A MONARQUIA JÁ HAVIA DISPUTA DE TERRAS ENTRE OS PATRÍCIOS E OS PLEBEUS. ISSO PIOROU QUANDO ROMA COMEÇOU A CONQUISTAR MAIS TERRAS NAS GUERRAS.
ATIVIDADES

1- PESQUISA DE IMAGENS:

A-    FALAMOS DA ORIGEM DE ROMA. BUSQUE IMAGENS QUE ILUSTREM A LENDA SOBRE A ORIGEM DESTA CIDADE.
B-    FALAMOS QUE ROMA ESTÁ LOCALIZADA NO SUL DA EUROPA. BUSQUE UM MAPA QUE MOSTRE ONDE ESTÁ ROMA;
C-    BUSQUE TAMBÉM UM MAPA QUE MOSTRE ATÉ ONDE O IMPÉRIO ROMANO CRESCEU;

2- PESQUISE AS INFORMAÇÕES:

A- QUEM ERAM OS PATRÍCIOS? QUAL ERA SUA POSIÇÃO NA SOCIEDADE ROMANA? ERAM RICOS? O QUE ELES POSSUIAM?

B- QUEM ERAM OS PLEBEUS? ELES ESTAVAM CONFORMADOS COM SUA POBREZA? POR QUE ELES DISPUTAVAM TERRAS COM OS PATRÍCIOS? ELES NÃO TINHAM TERRAS?

C- LISTE OS DIREITOS QUE OS PLEBEUS CONQUISTARAM ATRAVÉS DAS LEIS QUE FORAM FEITAS DURANTE A REPÚBLICA.

BONS ESTUDOS!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como criar Mapas Conceituais

Olá pessoal, ao longo dos meus estudos, conheci um software que permite construir mapas conceituais.
Observe a imagem abaixo.Este mapa eu fiz para o 8º ano, mas podemos construir juntos em sala.

Se você ficar interessado pode fazer download gratuito em http://cmap.ihmc.us/download/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Questões da Gincana do 6º ano

Olá queridas/os alunas e alunos do 6º ano. Após terminada nossa gincana sobre Helenismo achei importante postar 10 questões que preparei e que vocês não conseguiram acertar a resposta. Vale revê-las e achar as respostas no livro que usamos em sala. Já é uma dica para a prova do dia 28/10. Bons estudos!


1- Quais regiões pertencentes aos persas que Alexandre conquistou?
2- Qual cidade era o centro econômico e cultural do mundo helênico?
3 Cite o nome de 3 países que estão nas regiões conquistadas por Alexandre.
4- Qual nome foi dado à lingua grega? O que significava?
5- Além da língua outro recurso foi muito utilizado para difundir o comportamento grego. Qual foi? Em quais ocasiões era usado?
6- Quais eram as construções que surgiam onde o helenismo era implantado?
7- Além de centro econômico Alexandria notabilizou-se também por outro motivo. Que motivo foi este? DÊ um exemplo.
8- Como foi possível que em meio a tantas guerras haver florescimento cultural?
9- Durante o helenismo houve uma divisão da filosofia grega. Que divisão foi esta?
10- Após a morte de Alexandre como foi dividido seu império?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Músicas na Ditadura

Olá queridos alunos do 9º ano!


É com prazer que faço mais uma postagem. Estamos estudando a Ditadura Militar através das músicas, não é mesmo?
Pois bem, segue abaixo a letra da música "O bêbado e a Equilibrista" do João Bosco e Aldir Blanc e a interpretação política da mesma. É claro que há outros sites e outras interpretações, mas eu gosto muito desta que estou postando. Logo abaixo coloquei o link do site onde encontrei pois há outras músicas nele, todas muito interessantes para o trabalho que estamos desenvolvendo. Bom trabalho!

O Bêbado (1) e a Equilibrista (2)

de João Bosco e Aldir Blanc, 1969



Caía a tarde feito um viaduto (3)
E um bêbado trajando luto (4) me lembrou Carlitos
A lua (5) tal qual a dona do bordel (6)
Pedia a cada estrela fria (7) um brilho de aluguel (8)
E nuvens (9) lá no mata-borrão (10) do céu (11)
Chupavam manchas (12) torturadas (13), que sufoco louco
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil (14)
Pra noite do Brasil (15), meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil (16)
Com tanta gente que partiu (17) num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses (18) no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
A esperança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

Comentários políticos:


(1) O bêbado representa os artistas, poetas, músicos e "loucos" em geral, que embriagados de liberdade ousavam levantar suas vozes contra a ditadura.
(2) A equilibrista era a esperança de democracia, um projeto de abertura política gradual, que a cada "eleição", a cada evento que incomodava os militares (passeatas, etc), tinha sua existência ameaçada.
(3) Um viaduto, obra do governo, caiu, desabou sobre carros e ônibus cheios de pessoas, matando muita gente. Na época, nada pôde ser noticiado nem as pessoas foram devidamente ressarcidas ou indenizadas. Cidade de Belo Horizonte, viaduto da Gameleira, década de 70.
(4) Referência aos militantes de esquerda que foram "sumidos" ou declaradamente assassinados sob tortura.
(5) A lua representa os políticos civis que se colocaram a favor do regime, a fim de obter ganhos pessoais. Eles "acreditavam" tanto na propaganda oficial que se dizia que se um general declarasse que a lua era preta eles passariam a defender tal tese como verdade absoluta. Em determinada época foram até chamados de luas-pretas.
(6) A Câmara de Deputados e o Senado foram algumas vezes comparados a bordéis devido aos negócios imorais que lá se faziam. É claro que os cidadãos indignados não podiam dizer claramente que pensavam isto, ou seriam no mínimo processados por calúnia, injúria, difamação e etc.
(7) As estrelas são os generais, donos do poder. Alguns deles nunca apareceram como governantes, preferindo manipular nos bastidores. Se contentavam com uns poucos privilégios astronômicos e umas ninharias de cargos de direção em estatais ou o poder de nomear umas poucas dezenas de parentes e correligionários em empregos públicos.
(8) O brilho de aluguel era, como mencionado acima, os ganhos pessoais e até eleitorais obtidos pelos civis que aceitavam ser marionetes. Alguns destes civis cresceram tanto que altrapassaram em poder os seus "criadores" fardados.
(9) Os torturadores são aqui comparados a nuvens, pois eram intocáveis e inalcançáveis.
(10) O mata-borrão é um instrumento antiquado destinado a eliminar erros, borrões na escrita. O DOI-CODI, nossa temível polícia política da época era o mata-borrão do regime (instrumento antiquado destinado a eliminar erros).
(11) As prisões eram inalcançáveis ao cidadão comum, inacessíveis, por isso a comparação com o céu.
(12) Os rebeldes são comparados a manchas, ou seja um erro na escrita, uma coisa fora da ordem, uma indisciplina.
(13) Referência à tortura aplicada aos militantes de esquerda, que ocorria às escondidas. O regime jamais admitiu que torturava pessoas, porém nunca houve punições aos casos que conseguiam alguma divulgação, apesar da censura à imprensa.
(14) Os artistas nunca se calaram. Esta música, ele própria é uma das irreverências.
(15) Um tema recorrente nas músicas da época. A volta das liberdades políticas é comparada ao amanhecer, bem como a ditadura é comparada à noite.
(16) O Henfil (Henrique Filho) era um afiadíssimo cartunista político muito visado pelo regime, bem como seu irmão o Betinho, que no governo Fernando Henrique organizou o programa de combate à fome. Os dois eram hemofílicos e morreram de Aids.
(17) Referência aos exilados políticos.
(18) Maria é a esposa do operário Manuel Fiel Filho morto sob tortura nos porões do DOI-CODI (SP) em janeiro de 1976 e Clarice é a esposa do jornalista Wladimir Herzog, também morto sob tortura, no DOI-CODI (SP) em outubro de 1975.


http://www.ponto.altervista.org/Musica/entrelinhas/fralerighept.html

domingo, 19 de setembro de 2010

A escravidão no Brasil colonial

Oi alunos do 7º ano! Assistam a este vídeo que fala sobre a escravidão no Brasil: sua origem, o tráfico negreiro, a posição da Igreja, as torturas que sofriam, a formação dos quilombos e as leis que encerraram a escravidão.

A História do Voto no Brasil


O link abaixo vai te levar a um infográfico sobre os vários tipos de voto que já existiram no Brasil. Vale a pena conferir pois é bem dinâmico.
http://veja.abril.com.br/infograficos/historia-cedulas/index.shtml

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Censo 2010

Olá alunos! O recenseador do IBGE já esteve em suas casas?
Receba-o bem e responda com exatidão!
Abaixo algumas charges que recebi! Achei a primeira melhor que as outras. O que vocës acham?



sábado, 4 de setembro de 2010

Visita ao Mosteiro Zen budista - 9º ano

Estive com os alunos do 9º ano em visita ao mosteiro Zen Budista em Ibiraçu. Lugar lindo com um belo projeto de preservação do meio ambiente e de sustentabilidade. Vale a pena a visita. Neste feriado o Mosteiro não recebe visitantes pois está fechado para um retiro. Segue umas imagens que fiz:


domingo, 22 de agosto de 2010

Touradas no Brasil - Você sabia?

Touradas no Rio de Janeiro

Arena no Fundo da foto - Bairro do Flamengo - RJ

Foi uma semana vitoriosa para os defensores dos animais. Na quarta-feira, o Parlamento da Catalunha, na Espanha, aprovou um decreto que proíbe as touradas naquela região a partir de 2012. O que pouca gente sabe é que o Brasil e o Rio de Janeiro já foram palco de muitas touradas. Por quase dois séculos, elas foram populares por aqui. Em 1907, um decreto do prefeito Francisco Marcelino de Souza pôs fim às touradas cariocas, uma tradição que acompanhava a cidade pelo menos desde o século XVIII. Eram eventos narrados em poemas, que contavam com desfiles de irmandades e carros alegóricos, e exigiam a montagem de arenas para comportar milhares de espectadores.

As touradas aportaram na Colônia como uma prova de fidelidade ao reino português. Os grandes acontecimentos da monarquia deveriam ser comemorados em todos os seus domínios com uma festa de três dias, cuja programação incluía encontros acadêmicos, peças e jogos. A principal atração, no entanto, eram os homens de chapéu de três pontas e roupas de seda, que, por uma hora, desafiavam touros vindos da Europa, numa arena montada no Campo de Santana, financiada pela Câmara de Vereadores.

As partes anteriores do espetáculo tinha um quê de protocolar — as danças de ciganas, as exibições preparadas por categorias profissionais. Mas a popularidade das touradas era incontestável. Na semana anterior ao evento, a imprensa carioca alardeava a presença de toureiros portugueses famosos, como Luiz Antônio Gonzaga e Joaquim Ferreira de Vasconcelos. A dupla comandou os festejos de 1762, em homenagem ao nascimento de dom José, príncipe de Portugal. Para a curta performance, cada um recebeu o equivalente a quatro meses do salário de um professor.
Os nobres, embora menos afeitos ao esporte, também prestigiavam o evento: era sua forma de mostrar alegria com as datas oficiais da Corte. E um intelectual encarregava-se de escrever um livreto sobre os festejos, depois enviado a Lisboa. O autor da obra de 1762, de identidade desconhecida, inovou ao criticar as touradas. “Esse bárbaro resto dos anfiteatros romanos, que as nações de Espanha religiosamente conservam para desempenho nas suas maiores festas. (...) Tudo era soberbo; doce e melodia de cantilenas e o acordado efeito de tantos instrumentos formavam o alegre prelúdio de uma cena trágica”.

Arenas se espalharam após independência

Foi um raro sinal de descontentamento. As touradas sobreviveram depois da proclamação da independência do país, quando a Coroa portuguesa deixou de ser motivo para festas. Também resistiram à perda de seu estádio, no Campo de Santana. Por volta de 1870, a área foi ajardinada, assumindo suas feições atuais, e deixou de receber grandes eventos públicos.
— A partir da metade do século XIX, os empresários começaram a montar suas próprias casas de espetáculos — conta o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti. — As arenas, também chamadas de curros, foram montadas onde hoje são as ruas Marquês de Abrantes, no Flamengo, e do Lavradio, na Lapa. Eram estruturas provisórias de madeira, que podiam ser desmontadas, e recebiam touradas aos sábados, domingos e num terceiro dia durante a semana. Para atrair espectadores, seus proprietários anunciavam nos jornais a importação de touros europeus.
O público engrossou no fim do século XIX, quando uma grande leva de imigrantes espanhóis chegou ao Brasil. Sua chegada coincidiu com o o auge das touradas cariocas. A cidade enfim ganhou seu primeiro e único curro definitivo, construído com tijolos próximo à atual esquina das ruas Ipiranga e das Laranjeiras. Próxima à estrutura, projetada em 1898, ficava a fábrica de tecidos Aliança. Lá trabalhavam cerca de mil operários — membros de uma classe social que costumava frequentar as touradas.
O mais novo ponto de encontro da cidade, no entanto, teve vida curta.
— O século XX chegou com novos atrativos, como o surgimento do cinema e a proliferação do teatro — ressalta Cavalcanti. — Além disso, as touradas do Rio seguiam o modelo português, em que o touro era mantido vivo após o espetáculo, e não o espanhol, onde ele é morto. Isso pode ter contribuído para a plateia perder o interesse.
As touradas também enfrentavam outros obstáculos. O orçamento necessário para aquele programa era alto demais. A importação do touro custava uma fortuna, e as despesas do evento incluíam, também, o pagamento de bandas, dois toureiros e seus assistentes, os capinhas.
Outro desafio aos adeptos dos jogos: os touros, enfim, ganharam defensores. A Sociedade Protetora dos Animais lutou pelo fim daqueles espetáculos. E a militância colheu frutos em 1907, quando a prefeitura baixou decreto proibindo o esporte.
O poder municipal, na verdade, já não escondia a insatisfação com as arenas. A Praça dos Touros de Laranjeiras esbarrava no projeto de modernização da cidade, conduzido por Pereira Passos. Quando canalizou o Rio Carioca, que corta o bairro, o prefeito sonhava em entregar a região a habitações coletivas.
— Laranjeiras é próximo ao centro da cidade e já contava com bondes — assinala Cavalcanti. — Era natural que a urbanização por que passava o Rio se estendesse àquela área. O prefeito defendia o remanejamento de atividades industriais e comerciais, como o curro e a fábrica de tecidos, para São Cristóvão, longe do núcleo de suas reformas.
Pereira Passos não mexeu na arena, mas a Praça de Touros, como já era previsível, sucumbiu à especulação imobiliária. Nos anos 30, deu lugar a um grande prédio. Os touros, que tantas festas animaram, não deixaram saudade, como escreveu o historiador Ferreira da Rosa: “O divertimento foi perdendo aficionados; os toureiros desistiram: o redondel desmanchou-se. A cidade não deu pela falta”.
Extraído de O Globo, 16 de agosto de 2010